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MITOS E VERDADES: EXPECTATIVAS QUANTO A FORMAÇÃO EM REABILITAÇÃO COGNITIVA

MITOS E VERDADES: EXPECTATIVAS QUANTO A FORMAÇÃO EM REABILITAÇÃO COGNITIVA

Para se tornar um profissional capacitado para atuar na Reabilitação Cognitiva é necessário que algumas premissas de cunho teórico e prático sejam esclarecidas e que estejam bem sedimentadas na formação. Neste texto iremos pontuar as principais questões e adversidades que o profissional irá enfrentar ao optar pela formação.

Ponto 1: Questões Teórico/Prático – individualização na construção de um programa de intervenção.

Não é possível generalizar um programa de intervenção para todos os seus pacientes. Este ponto já encontra empecilhos no próprio arcabouço teórico. Por exemplo, é comum recebermos perguntas de quais os autores que serão utilizados como referência no Curso de Formação em Reabilitação Cognitiva. Essas perguntas muitas vezes tem como base uma concepção de unidade quanto a “escolas de formação” com a qual algumas áreas estão familiarizadas em suas profissões. Não é possível adequar um programa de intervenção a uma teoria, a um autor, a uma escola, a uma técnica, etc. A Reabilitação Cognitiva requer uma individualização ao quadro clínico do indivíduo. E não o contrário: o indivíduo ajustado a um quadro clínico. Da mesma maneira que o neurocirurgião estuda o caso e preparada a cirurgia antes da execução; no processo de Reabilitação Cognitiva a pesquisa e o planejamento prévio são fundamentais, necessários e imprescindíveis. Por que? Pois o cérebro humano se desenvolve e se aprimora de acordo com os princípios da plasticidade neuronal, motivo mais que suficiente para impedir a reprodução em série de técnicas e estratégias a indivíduos biologicamente diferentes. Conceito esse de extrema importância: individualidade biológica. Além das variáveis fisiológicas, não podemos nos esquecer das comportamentais, emocionais, sociais e educacionais. Portanto, elaborar um programa de intervenção cognitiva requer avaliação minuciosa do paciente, pesquisa para escolha das técnicas mais adequadas às disfunções apuradas no processo de avaliação, intervenção, avaliação para acompanhamento da evolução do quadro clinico para ajustes.

Ponto 2: As técnicas em si.

Os procedimentos e estratégias para intervenção, infelizmente, ainda não estão organizados numa diretriz única, como já é possível verificar na avaliação e diagnóstico dos transtornos mentais através do Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM) que já na sua quinta edição. No caso da reabilitação precisamos fazer uma revolução, como a feita por D’Alembert e Diderot ao elaborarem a “Encyclopédie” em que condensaram os conhecimentos adquiridos com o objetivo de substituir a fé pelo conhecimento. No caso da reabilitação essa revolução envolve substituir técnicas amadoras por técnicas baseadas em evidências. O Instituto de Neurociências Aplicadas – INA está dando os primeiros passos quanto a isso. Apesar de ter ainda um longo caminho a ser percorrido, o esboço dessa diretriz de técnicas para intervenção cognitiva será entregue aos alunos do Curso de Formação em Reabilitação Cognitiva.

Ponto 3: Demanda.

A procura é influenciada pelo conhecimento da área e sua eficiência em termos de intervenção; neste sentido, dois fatores se fazem fundamentais: a existência de profissionais de nível de excelência atuando na área e o custo do serviço. A Reabilitação Cognitiva é uma área de intervenção que vem despertando o interesse, apesar de ainda ser pouco conhecida pelos profissionais da saúde. Além disso, carrega consigo a desconfiança por causa da formação ruim no Brasil e por crenças já abordadas no texto “Mitos que ainda perduram sobre a mudança cognitiva num processo de reabilitação” publicado anteriormente. Consequentemente, é irrisório o número de profissionais altamente capacitados atuando e utilizando de recursos com resultados evidentes e visíveis na saúde do paciente e reconhecido por seus pares. Hoje ninguém recomenda um modelo de saúde que não busque resultados, terapias que não modifique o quadro clínico do paciente de forma positiva. Além disso, o investimento num programa de intervenção de reabilitação cognitiva é alto; não tendo, até o momento, cobertura dos planos de saúde privados e nem da rede pública de saúde. Como resultado, é o paciente em última instância quem arca com os custos e em muitas vezes ele opta, por questões financeiras, a não contratar esse tipo de serviço. É uma situação de nossa realidade. Por exemplo, se você perde mais de um dedo das mãos e só tem recursos para reimplantar um deles, você escolhe reimplantar o da mão que supostamente, e de maneira equivocada, acredita ser a que lhe seja mais funcional. Essa é uma cena real do documentário “SICKO – SOS Saúde de Michael Moore”. A reabilitação cognitiva é negligenciada no Brasil e os pacientes na maioria das vezes, por não terem recursos, são obrigados a jogá-la no lixo.

Inegavelmente, temos muito para avançarquanto à reabilitação cognitiva. Entretanto, esse avanço começa com a qualificação de ponta. Se você deseja essa formação faça já a sua inscrição no único curso de formação com apoio da ‘The Society for Cognitive Rehabilitation – SCR”.

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