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A Memória E O Hipocampo!

A memória e o hipocampo!

Ao longo da história das Neurociências muitos estudiosos puderam investigar aspectos comportamentais 
por meio de lobotomias ou lesão cerebrais. Em 1955, Milner e Penfield investigaram pacientes que apresentaram perda de memória inesperada após cirurgias unilaterais no lobo temporal, realizadas no Hospital Neurológico de Montreal. Para explicar essa perda de memória, haviam especulado que em cada caso havia ocorrido uma lesão insuspeita pré-existente na região do hipocampo do hemisfério oposto, de modo que a cirurgia efetivamente privou os pacientes da função hipocampal bilateralmente (MILNER; PENFIELD, 1955). Isso foi confirmado 12 anos depois, quando os achados da autópsia de um dos pacientes revelaram que ele havia sofrido atrofia do hipocampo direito há muito tempo. 
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Você certamente já ouviu falar do papel do hipocampo na formação de novas memórias. O mecanismo foi proposto na década de 1950 por essa grande neuropsicóloga chamada Brenda Milner. Ela estudou o famoso caso do paciente HM, que foi submetido à uma cirurgia de retirada do hipocampo e passou a apresentar dificuldades de formar novas memórias. Mas o curioso é que ele apresentava capacidade de aprendizado em tarefas de repetição motora. O estudo de Brenda Milner foi primordial para compreensão da função específica do hipocampo na consolidação de memória de longa duração declarativa ou explícita, tais como fatos e conceitos que podem ser declarados com detalhes. Diferentemente da memória procedimental, onde há uma participação maior da ação motora, no caso do paciente HM, a memória procedimental permaneceu pouco alterada.

FONTES: MILNER, B.; PENFIELD, W. The effect of hippocampal lesions on recent
memory. Transactions of the American Neurological Association, n. 80th
Meeting, p. 42–48, 1956 1955. 

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